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Como a nova geração da ecologia pode nos inspirar? – Parte 2

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Como a nova geração da ecologia pode nos inspirar? – Parte 2
Como já comentamos no primeiro post, novos comportamentos estão emergindo, principalmente entre os jovens, que são os protagonistas de uma mudança iminente em relação ao entendimento do que é sustentável e ético. Nesse segundo post damos continuidade ao tema:   Recusar, reduzir, reusar, reciclar e compostar Fazer sua comida ou seus cosméticos em casa faz repensar as embalagens e os descartes. E é isso que o movimento Zero Waste pretende: encarar o consumo e o lixo de frente, questionar para onde vai todo o excesso e qual é a contribuição das pessoas com esse problema. Os adeptos desse movimento param de agir de forma automática e enxergam a necessidade de reduzir ou zerar sua produção de lixo. A nova-iorquina Lauren Singer é um exemplo desse comportamento ativo, que reduz totalmente a produção de lixo. O incômodo começou quando ela notou que um colega, repetidamente, levava lanches para a faculdade em uma sacola plástica de uso único,uma garrafa de água descartável e um pote de plástico. Lauren, enquanto estudante de um curso de ecologia, pensou que não bastava dizer que amava o meio ambiente, ela tinha que viver como se ela amasse o meio ambiente. A partir dessa percepção, começou o Trash is for Tossers, um blog onde ela documenta sua rotina sem produzir lixo.   Como colocar em prática? Como primeiro passo, você pode pensar sobre o seu lixo. Parece estranho, mas é exatamente por não levarmos esse assunto a sério, que temos um problema tão grande. Analise seu lixo, descubra quanto você produz e do que ele é composto (mais lixo orgânico, mais lixo reciclável?), descubra se seu condomínio tem coleta seletiva ou onde tem um posto de reciclagem próximo a sua casa e faça um plano de redução de resíduos. Parar diminuir sua produção de lixo, você não precisa substituir nada que tem em casa. A tentação de comprar coisas novas, como canudos de metal pode ser grande, mas vendo o que já tem nos armários e usando a criatividade é possível encontrar soluções sem gastar dinheiro e recursos da natureza. A Cristal Muniz, do projeto Um Ano sem Lixo, já fez um post para o nosso blog com cinco dicas básicas para seguir em direção à produção zero de lixo. Clique aqui para ler e botar em prática já!   Comer seus vegetais As recomendações alimentares menos polêmicas, incluindo as do jornalista Michael Pollan, incentivam o consumo de comida de verdade, principalmente vegetais. A atual oferta alimentar é muito pobre por ser ultra processada e cheia de açúcares e gorduras. Por excluir quase que totalmente alimentos frescos, deixa-se de consumir frutas e verduras no dia a dia. Essa onda dá força ao veganismo, que não é apenas uma dieta alimentar e inclui também preocupação com as roupas e cosméticos, por exemplo. Veganos são contra qualquer tipo de exploração animal e não consomem leite, ovos, mel, couro, gelatina ou outros derivados. Sendo impossível separar preocupação ambiental da alimentação, a escolha de viver de acordo com suas crenças passa pela compaixão animal. Recusar a dieta onívora ou resgatar animais abandonados tem tudo a ver com esse comportamento.   Como colocar em prática? Você pode começar comendo mais vegetais, depois experimentar passar as segundas-feiras sem carne até trilhar o caminho do vegetarianismo. Receitas podem ser úteis e a gente te indica várias aqui no blog. É provável que você queira ler alguns livros para ter certeza de que é esse o caminho que você quer seguir. Algumas opções que discutem ética e maus tratos são Comendo Animais, do Jonathan Safran Foer; Libertação Animal, do Peter Singer. Para não descuidar da nutrição, veja os conselhos do Dr. Eric Slywitch nos livros Alimentação sem Carne e Virei Vegetariano, E Agora?. O documentário Cowspiracy, do qual já falamos por aqui, também pode ajudar nessa expedição. De nada adianta reclamar da falta de opções veganas sem deixar isso claro para os donos de estabelecimentos comerciais. Você pode escrever uma carta e mandar para os seus restaurantes e lojas favoritos. 994545_395790273859040_1801934394_n imagem: Fazenda Santa Adelaide   Comprar local e orgânico Preferir comprar de perto além de diminuir a pegada ambiental do produto também colabora para o crescimento da economia brasileira, pra tirar o dinheiro da mão de meia dúzia de bancos de investimento e distribuir entre pessoas que tem nome de verdade. Quanto menos elos na cadeia de produção, mais fácil de descobrir se todo mundo está recebendo direito, se a forma como as coisas são feitas é ética. Quando um produto atravessa três continentes só no processo produtivo, fica quase impossível controlar tudo que acontece em cada deslocamento. Comprar orgânicos diretamente do produtor é uma atitude que assegura e incentiva a plantação de alimentos melhores, sem o uso de agrotóxicos. Esse comportamento cria a possibilidade de conversar e conhecer os responsáveis pelo cultivo dos alimentos, que muito provavelmente são mais saudáveis por trabalharem sem veneno, sem pesticidas. Existem comunidades, chamadas CSA (Community Supported Agriculture, ou Comunidade em Suporte à Agricultura) que se comprometem a comprar a produção de uma pequena fazenda, pagando mensalmente e retirando cestas semanais de produtos. Os participantes dividem os benefícios e também os riscos para garantir que o trabalho continue. Em caso de chuvas intensas, por exemplo, em que se perde parte da produção, é justo que os trabalhadores ainda sejam remunerados. Também são feitas assembleias para discutir assuntos de interesse comum, como as variedades plantadas a cada estação.   Como colocar em prática? O Idec tem um mapa de feiras orgânicas em todo o Brasil, esse conteúdo preciso pode ser acessado aqui. São 500 feiras no país todo, quem sabe você não acha uma pertinho da sua casa? Outra opção é participar de uma comunidade CSA, você pode conferir a lista com alguns produtores brasileiros aqui. Comprar pão daquele seu vizinho que deixa a rua mais cheirosa, ou geleia do seu colega de trabalho. Por enquanto não tem jeito tecnológico de encontrar essas pessoas, mas é garantido que se você perguntar entre os amigos ou os vizinhos vai conseguir boas dicas. Quem mora no Rio de Janeiro tem a sorte de ter a Junta Local por perto. Eles reúnem produtos artesanais feitos em pequena escala em eventos no site, onde é possível montar sua cesta com itens locais.

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