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Como a nova geração da ecologia pode nos inspirar? - Parte 1

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Como a nova geração da ecologia pode nos inspirar? - Parte 1
maxresdefaultImagem: divulgação Assumir a responsabilidade e fazer sua parte para tornar o mundo um lugar mais sustentável ainda é, infelizmente, uma atitude que está distante da maior parte da população. Na maioria dos casos, uma mudança de modo de agir só acontece em situações de urgência e necessidade (como uma crise no abastecimento de água), ou por iniciativa do governo, por meio de leis que obrigam o cidadão a adotar alternativas mais ecológicas (como leis que proíbem a distribuição de sacolinhas plásticas em supermercados, ou que proíbem a circulação de carros em dias específicos de acordo com o final da placa). Uma das causas para esta inércia por parte da população é o fato de que os impactos da produção em massa, do uso de energia não renovável e do desmatamento estão muito distantes do dia a dia das pessoas, especialmente aquelas que vivem nas cidades. Também a solução parece muito distante, e é normalmente delegada ao governo, que deve fazer valer a legislação existente e encontrar maneiras de resolver novos problemas. Mas essas soluções não devem ousar tocar nos privilégios da população! Ou seja, o cidadão quer que o problema seja resolvido, mas não quer ser parte da solução! E os governantes, com medo de perder popularidade, acabam recuando de decisões importantes. À falta de iniciativa da sociedade soma-se a ganância das grandes corporações, que tentam demonstrar um falso equilíbrio entre preocupação ambiental e obtenção de lucros. Falso porque, nesta balança, o lucro sempre pesa mais. Com isso, exploram cada vez mais os recursos naturais e humanos, até o limite (e frequentemente além) do que permite a legislação - que muitas vezes é pouco restritiva justamente para atender aos interesses das empresas. Dentro desse cenário, novos comportamentos emergem. Principalmente entre os jovens, que são os protagonistas de uma mudança iminente em relação ao entendimento do que é sustentável e ético. Eles questionam como o estilo de vida deles pode impactar negativamente no meio ambiente e na sociedade e resolvem por vontade própria mudar.   Comprar menos, desperdiçar menos, ter menos Todos os comportamentos emergentes que reforçam a preocupação com o futuro do meio ambiente têm em comum a consciência de que é preciso diminuir o ritmo. Ou seja, para começar a reparar o estrago já feito temos que reavaliar nossos desejos e necessidades de consumo. Apesar do estímulo constante da publicidade e dos veículos de massa, as pessoas que escolhem um estilo de vida minimalista conseguem filtrar tantos incentivos para consumir e passam a adotar soluções práticas que permitem que elas vivam com menos desejos e mais propósito. Elas questionam o tempo todo o que realmente agrega valor às suas vidas; o que não tem essa característica, simplesmente não deve fazer parte dela. E por deixar o caminho livre para o que realmente importa, sobra espaço para relacionamentos, cuidados com a saúde e contribuições com a sociedade. O que pode parecer simplesmente livrar-se de posses materiais é na verdade muito mais que isso. A vida com menos coisas abre portas para um comportamento onde a troca e o compartilhamento conseguem suprir as necessidades por objetos e até serviços.   Como colocar em prática? O Tem Açúcar? facilita e incentiva o empréstimo de objetos entre vizinhos. Alguns eletrodomésticos ou ferramentas, por exemplo, são usados poucas vezes por ano. Por meio dessa rede poderosa, quem já tem pode compartilhar com os outros. O recém-criado grupo Share Sugar promete promover a troca de serviços ou produtos. É possível propor o escambo entre um espaço em seu escritório e o trabalho de um designer, por exemplo. Conceito parecido com o do Bliive, que propõe a troca de tempo e possui um site bem estruturado que permite que você compartilhe seus conhecimentos e acumule fichas de tempo para explorar atividades do seu interesse. (Para quem lê em inglês) O site The Minimalists convida para uma jornada de 21 dias em busca do minimalismo, com desafios e propostas realistas para transformar isso em um hábito, sem que isso traga excesso de pressão ou infelicidade. Screen-Shot-2015-10-12-at-9.44.01-AM-1024x678Imagem: death to stock photo   Fazer em casa, fazer com as mãos Fazer é ter a habilidade de construir, transformar e criar algo a partir do nada. Se agir é mais valioso que falar, colocar a mão na massa é enfrentar de frente seus próprios valores e ter autonomia completa de escolha de ingredientes e materiais. O "fazer" entrega a possibilidade de testar o valor intangível das coisas, de entender o que é realmente difícil, trabalhoso ou demorado. Principalmente nas cidades grandes, o consumidor está muito distante (física e intelectualmente) do lugar onde os alimentos são plantados, as roupas são produzidas, etc. O resultado é que as pessoas se acostumam a isso e passam a questionar menos, a ter menos curiosidade. Por outro lado, nasce uma corrente de pessoas querendo fazer, resgatando técnicas esquecidas lá no tempo das avós como bordado, costura manual ou massa caseira. Não à toa as feiras de trabalhos manuais e de design independente crescem tanto, e alguns jovens trocam o trabalho formal no escritório pelo que era hobbie e virou paixão.   Como colocar em prática? Não precisa nascer sabendo, dá pra aprender muita coisa com tutoriais em vídeo na internet. Duvida? Aqui vai uma lista de coisas para aprender pelo Youtube: (Em inglês) Como fazer seu próprio desodorante, pra não depender dos industrializados, no canal Trash is for Tossers. Como fazer molho de tomate caseiro, com a chef Paola Carosella que defende a comida de verdade, no canal Do campo à mesa. Como plantar alecrim em casa, e ter uma casa perfumada, no canal Sabor de Fazenda. Como fazer conserva de berinjela, pra presentear ou pra ter para servir, no canal Banquete. Quem preferir aprender com aulas no modo offline pode sempre contar com a programação cuidadosa do SESC da sua região. Quem já souber costurar pode frequentar as oficinas do Ateliê Vivo, que disponibiliza modelagens de estilistas a quem quiser ter uma nova experiência com a moda, que não envolva consumo.

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