Antirracismo: como podemos contribuir

Seta Fina Esquerda ícone Seta Fina Direita ícone
Antirracismo: como podemos contribuir

Não é de hoje que o antirracismo vem ganhando espaço no Brasil e em todo o mundo. O movimento Vidas Negras Importam, que mobilizou muita gente nas redes sociais e fora delas nos últimos tempos, tem nos mostrado como é importante tomar atitudes hoje para poder desenhar um amanhã mais justo. 

Aí é que tá. Falar é até fácil, mas não resolve. Colocar a mão na massa e efetivamente participar e promover ações e atitudes inclusivas deve estar na pauta individual e coletiva, o que envolve assumir que o preconceito está impregnado em hábitos e culturas que vão além da discriminação escancarada, né?

Por isso, no post de hoje, resolvemos falar sobre o assunto e trazer algumas informações para te ajudar a entender melhor como combater o racismo com ações práticas no dia a dia.

 

O que é antirracismo?

O antirracismo se caracteriza por um conjunto de ações práticas e intelectuais que têm como objetivo fazer oposição ao racismo vigente em todas as estruturas de poder. Talvez, para progredirmos, o primeiro passo seja aceitar que o racismo na sociedade está em cada um de nós. 

Seja em expressões que a gente usa ou em pequenas atitudes diárias que nem percebemos, o racismo está enraizado em nossa cultura e sociedade. Com isso em mente, buscar saber a verdade lendo autores negros e conhecendo movimentos de quem vive a realidade na pele pode ser um caminho para entender o papel de cada um de nós nisso.

Outro passo importante para combater o racismo no Brasil é a cobrança de políticas públicas, com projetos de lei que visam o punimento severo aos atos racistas e de discriminação. Portanto, é preciso se envolver em ações, conhecendo os movimentos e defendendo a luta de pessoas negras.

 

Dicas de leituras e pensadores antirracistas

Existem autores contemporâneos muito legais que podem ajudar na educação antirracista, como a americana Angela Davis e a brasileira Djamila Ribeiro, ambas filósofas. Elas são bem didáticas em mostrar como chegamos até aqui, assim como para apontar algumas saídas. 

Em uma entrevista à BBC, Djamilla explicou que, depois de percebido o privilégio branco, é hora de usá-lo para virar o jogo. Portanto, é preciso  utilizar essa posição para dar mais espaço às pessoas negras. 

“Na educação, se a gente é educador, tem que questionar a nossa bibliografia. Será que na nossa bibliografia tem autores e autoras negros e negras? Se nós elaboramos o mundo, por que nossas elaborações de mundo não estão presentes nessas bibliografias? Se é empregador, está empregando pessoas negras?”.

 

Qual é o posicionamento da Insecta no movimento antirracista?

Por aqui, tentamos ao máximo fazer a nossa parte para combater o racismo enraizado na sociedade. Temos como prioridade a inclusão de modelos pretos no casting dos ensaios, além de outras iniciativas que visam gerar oportunidades.

Oportunidade

Na Insecta, aproveitamos oportunidades para trabalhar com parceiros diversos, como as afroempreendedoras do Afromascaras. Além disso, atualmente, mais de 50% da nossa equipe se identifica como negra. Priorizamos a contratação de negros em atividades terceirizadas, como redação, fotografia e produção de vídeos.

Parcerias 

Tivemos uma parceria linda com a Gabriela Moura em 2017 que rendeu uma coluna aqui no blog, com textos que são mais atuais do que nunca. E já tivemos alguns bate-papos na loja de Pinheiros para debater o racismo na sociedade brasileira.

Inclusão

Em nossa última campanha de Dia das Mulheres, falamos sobre interseccionalidade. Mas sabemos que ainda temos muito a melhorar. Nossa liderança, por exemplo, ainda é 100% branca.

No coletivo, queremos ver mais pessoas mobilizadas e fazendo sua parte na luta antirracismo. Portanto, em vez de relativizar, é necessário dar voz a quem precisa ser ouvido, abrindo espaços, dando oportunidades e usando os próprios privilégios para que isso ocorra.

 

Saiba o que você pode fazer para contribuir

Por todo o Brasil, algumas ações muito legais já começam a florescer. A campanha Pretos no Enem, por exemplo, ajuda a custear a taxa de inscrição de estudantes que não poderiam fazer o exame de outro jeito. O Movimento Amplia faz a mesma coisa. 

Durante as manifestações dos últimos dias, diversos advogados se propuseram a dar consultoria jurídica a quem fosse preso injustamente pela polícia (sabemos que, na maioria das vezes, isso acontece com homens negros). Falando na Gabriela Moura, ela escreve no coletivo Blogueiras Negras, que está precisando de assinaturas para se manter no ar. 

Tem gente doando quantias a movimentos ligados à causa, assim como perfis com muitos seguidores abrindo suas contas nas redes sociais pra que artistas e pensadores negros possam ter mais visibilidade. São muitas as possibilidades de combate ao racismo atualmente. O importante mesmo é não ficar só no discurso.

Insecta: por um mundo mais justo

Na Insecta, buscamos repensar nossos privilégios e utilizá-los em prol de um mundo mais justo e igualitário, dando oportunidades e espaço para a luta antirracismo. Não há dúvidas de que o racismo existe e é nosso dever buscar formas de combatê-lo. 

Por isso, aqui você sempre verá posts sobre o assunto, com dicas de ações práticas, leituras e movimentos para conhecer e saber mais sobre a causa, assim como ficar por dentro das nossas propostas de inclusão e oportunidades.

Deixe um comentário


X vinnu_lennartc

Opssss

A gente tá trabalhando em algumas novidades e por isso a loja estará instável das 16h as 18h.

Logo, logo estaremos de volta, tá!