A revolução na moda é sistêmica e não dura 1 semana

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A revolução na moda é sistêmica e não dura 1 semana
Quando você compra uma peça de moda, pensa em como e por quem ela foi feita? Essa é a provocação do movimento Fashion Revolution: "Quem fez minhas roupas?".

Se você chegou há pouco tempo por aqui, Fashion Revolution é uma campanha global que pede transparência, ética e sustentabilidade na cadeia produtiva da moda. Ela nasceu após o desabamento do edifício Rana Plaza, em Bangladesh, que deixou 1.134 pessoas mortas e 2.500 feridas em 24 de abril de 2013. Repleto de sweatshops (fabriquetas e facções de costura que produzem principalmente para marcas de fast-fashion), o prédio virou um símbolo da precariedade de trabalhadores da indústria têxtil que são explorados em condições desumanas para receber alguns centavos por peça.

O movimento começou no aniversário da tragédia, cresceu e hoje ocorre ao longo da Semana Fashion Revolution com atividades promovidas por voluntários em 100 países pedindo mais transparência, responsabilidade e ética na moda.

E, se ficou conhecido pelas imagens da plaquinha com a pergunta lá do início, o movimento vai muito além disso. Afinal, a revolução na moda é sistêmica e não dura 1 semana.

"Nós queremos que você pergunte: 'Quem fez minhas roupas?'. Essa ação irá incentivar as pessoas a imaginarem o 'fio condutor' do vestuário, passando pelo costureiro até chegar no agricultor que cultivou o algodão que dá origem aos tecidos. Esperamos iniciar um processo de descoberta, aumentando a conscientização de que a compra é apenas o último passo de uma longa jornada que envolve centenas de pessoas, e realçando a força de trabalho invisível por trás das roupas que vestimos"
Orsola de Castro, cofundadora do movimento

A revolução deve ser transparente

Aqui na Insecta, desde o primeiro dia, trabalhamos com muita transparência. Com frequência falamos sobre os processos na produção dos nossos sapatos, abrimos os custos dos nossos produtos e no fim do ano divulgamos nosso Relatório de Impacto Socioambiental, detalhando o impacto do nosso trabalho ao longo do tempo.

Abaixo, listamos algumas ações que tivemos em 2020 e que seguem com metas ainda maiores para os próximos anos:

> Análise comparativa entre matérias-primas: criamos um sistema de pontuação que dá notas às matérias-primas de acordo com os impactos de cada uma em todo o processo de produção. Analisamos aspectos como o desperdício e a poluição nas etapas de design, produção e descarte; circularidade e origem dos materiais.

> Modelo de produção por encomenda: grande parte dos nossos produtos agora é feita sob demanda, o que significa que só começamos a fabricá-lo depois que o pedido é feito no site. Assim, evitamos o desperdício de matéria-prima e a superestocagem de produtos.

> Aumento do índice de diversidade no time: fechamos o ano de 2020 com uma equipe de 24 pessoas, composta por 79% de mulheres, 47,4% de pessoas que se identificam como afrodescendentes e 21,1% LGBTQIA+.

> Fechamento de ciclo de tênis de outras marcas: além de receber nossos próprios produtos em fim de ciclo para reciclagem, com o lançamento do nosso modelo de tênis passamos também a aceitar tênis de outras marcas, geralmente descartados de forma incorreta.

> Aumento da geração de empregos indiretos: ao escolher nossos parceiros, damos prioridade àqueles que compartilham dos nossos valores e que buscam causar impacto positivo. Em 2020, por meio deles, geramos mais de 90 empregos indiretos, um crescimento de 50% em relação a 2019.

Saiba mais sobre essas e outras ações, além das nossas principais metas até 2025 no nosso Relatório de Impacto Socioambiental

A revolução é sistêmica, não dura 1 semana e se faz com transparência, no dia a dia, o ano inteiro.

Agora a gente quer ouvir você: o quer saber da gente em termos de transparência?

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