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5 Passos Para Uma Vida (Quase) Sem Lixo

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5 Passos Para Uma Vida (Quase) Sem Lixo
O mês de junho é marcado pelo Dia Mundial do Meio Ambiente, pela Semana Nacional do Meio Ambiente e, em muitos lugares, é conhecido como o Mês do Meio Ambiente. Os eventos relacionados a todas essas datas se propõe a repensar soluções e ações para os diversos problemas que encontramos quando o assunto é preservação ambiental. Por aqui, nós fincamos o pé na data o ano todo, mas nos últimos dias temos trazido doses extras de informações e sugestões de ações que podem ser adotadas, por todos nós e todos os dias, para garantir que estamos sendo protagonistas no processo de construção de uma sociedade mais sustentável. Encontrar a sua maneira de fazer isso não é simples. Acreditamos que se engajar em questões socioambientais é um processo evolutivo e que leva tempo. Não há regras, muito menos um passo a passo a ser seguido à risca. Mas existe sim a possibilidade de ouvir quem já evoluiu no processo, as dicas, sugestões e as maneiras mais fáceis e práticas de começar essa jornada. Pensando nisso, nós trouxemos para você uma lista do que fazer quando o assunto é repensar produção de lixo urbano. Sabemos que produção de lixo urbano não é o único tema que tange as problemáticas para uma construção de uma sociedade mais sustentável, mas é, sem dúvidas, um tema de grande importância que habita debaixo desse guarda-chuva da sustentabilidade.   1 - Entendendo Que Nosso Lixo É Responsabilidade Nossa Da porta pra fora não é mais responsabilidade nossa, certo? Errado. O nosso mundo é muito mais amplo do que a nossa casa ou trabalho. Na verdade, para ter uma vida, com casa e trabalho, nós dependemos de um bom funcionamento do ecossistema e do meio ambiente. O lixo gerado por nós é responsabilidade nossa também – o tanto que nós consumimos e descartamos é da nossa conta e da conta de toda a comunidade, com a qual dividimos o mundo. Principalmente porque tudo que nós compramos e descartamos permanece na Terra pra sempre. Transferir a responsabilidade pelo lixo e consequentemente os problemas que ele ocasiona é um problema social grave. Quando vemos uma tartaruga com o casco deformado por um engradado de plástico, nós tendemos a pensar que a culpa é do governo e/ou das grandes corporações. Quando vemos bueiros entupidos, imediatamente transferimos a culpa para a prefeitura da nossa cidade. Essa transferência de culpa é cômoda por nos eximir da grande verdade: quem gerou aquele lixo fomos nós e somos nós os responsáveis pelo tartaruga deformada ou bueiros entupidos. É claro, governos e corporações dividem dessa responsabilidade conosco, por isso, legislação e fiscalização são imprescindíveis, entretanto, enquanto nós não nos responsabilizarmos e nos comprometermos de maneira direta com nosso impacto por meio do lixo, dificilmente veremos mudanças por parte dos governos e corporações. Então o primeiro passo é, sem dúvidas, se responsabilizar pelo seu lixo e começar a se importar com ele.   2 - Inspire-se Agora que você começou a entender sua corresponsabilidade no problema do lixo urbano, você provavelmente vai olhar pros sacos de lixo produzidos por você e sua família com sensibilidade (e certo desespero). Nós produzimos muito lixo, é verdade. Mas não criemos pânico! Esse é um bom sinal de que você já está mais consciente e apto a começar a buscar referências que te ajudem a lidar com o problema. Existe uma série de iniciativas para te ajudar nessa missão. Desde blogs com milhares de dicas em como atingir uma produção de lixo praticamente zero, como o brasileiro Um Ano Sem Lixo, da Cristal Muniz e o Trash Is For Tossers da Nova Iorquina Lauren Singer, até ações mão na massa como oficinas de compostagem da Morada Da Floresta. Sites como o do Instituto GEA, Akatu e Menos 1 Lixo também servem de referência quando o assunto são ações individuais e coletivas para mudar a situação do lixo urbano no país.  É válido pesquisar um pouco de todo o lixo gerado por nós, como o orgânico, eletrônico e sólido para entender como você pode começar a agir.   3 - Mudando Os Hábitos Dentro De Casa Chegou a hora de colocar a mão na massa. Se você ainda não separa o lixo orgânico dos recicláveis, é hora de começar. É algo bem simples de fazer: tenha duas lixeiras e jogue cada lixo no seu lugar. Para isso, basta entender a diferença entre resíduo orgânico e materiais recicláveis para fazer a separação correta. Mas se no meu município não tem coleta seletiva, não adianta separar o lixo, certo? Errado. Do mesmo jeito que nós tivemos que sair de casa para comprar os produtos que virariam resíduos, nós também podemos sair de casa para descarta-los corretamente quando não temos esse serviço na porta de casa. Diversos munícipios do Brasil contam com cooperativas de reciclagem ou Pontos de Entrega Voluntária (ou Eco Pontos), além de ações privadas como é o caso da parceira Extra e P&G para coleta de recicles. Então, se na sua rua não tem coleta seletiva, você pode tentar a coleta semanal agendada com uma cooperativa próxima ou ainda entregar o lixo reciclável pessoalmente em diversos pontos de coleta. No meio tempo, cobrar da prefeitura uma ação de coleta seletiva pode facilitar a sua vida e a vida dos seus vizinhos nesse processo. Já o lixo orgânico, idealmente, deve ser compostado. Falamos sobre a importância da compostagem na semana passada e como ela pode ser simples quando a incorporamos  no nosso dia a dia. Antes da compostagem, porém, vale à pena pensar nas possibilidades de aproveitamento integral do alimento e evitar o desperdício. No último dia 05, em parceria com a Paola Zaragoza, a Insecta lançou um ebook com dicas e receitas que vão te ajudar nessa missão. Com menos desperdício, compostagem e destinação correta dos recicláveis, seu lixo vai diminuir drasticamente e, consequentemente, seu impacto no meio ambiente quando o assunto é produção e gestão de lixo urbano.   4 - Repensar consumo Nesse processo todo você vai descobrir que grande parte dos resíduos não orgânicos que produzimos diariamente não é de fato reciclado. Isso porque ainda não há tecnologia que compense o processo e o custo ambiental do mesmo, a reciclagem do material ainda é pouco difundida, ou ainda não há um grande mercado para o material oriundo do processo de reciclagem, por exemplo. Quando descobrimos isso, nós descobrimos também que grande parte das embalagens dos produtos disponíveis no mercado não são recicladas ou têm um percentual de reciclagem baixo. É nesse momento que começamos a repensar nosso consumo. É quando tentamos fugir dos supermercados e dos produtos industrializados para nos livrarmos das embalagens. É hora de ir à feira e optar por mais comida vinda direto da terra, de dispensar as embalagens e sacolas, dar adeus aos descartáveis sempre quando possível (dos canudos ao absorvente e protetor diário e começar a pensar duas vezes até mesmo para comprar coisas que você não necessariamente precisa. Comprar com consciência vai ser tornar um hábito, pensar no fim daquela embalagem e mentalizar aterros sanitários e lixões vai ser automático. Ao mesmo tempo, optar por opções que serão compostadas e transformadas, literalmente, em vida, será recompensador. Do processo, deve nascer também um certo desprendimento, uma diminuição na vontade de “possuir” e, consequentemente, uma economia financeira. Além disso, um novo olhar para o lixo e para o consumo é capaz de nos inspirar a fazer coisas ao invés de só comprar coisas.   5 - Estimular metas Como falamos no começo,  se engajar em questões socioambientais é um processo e não poderá ser feito do dia para noite. Por esse motivo, acreditamos na importância de estipular metas. Primeiro entender o lixo, depois reciclar, depois compostar, ter uma hortinha em casa, de vez em quando trocar o delivery por algo feito em casa, e assim por diante, cada um dentro da sua realidade e possibilidades, mas sempre se desafiando a sair da zona de conforto. Para qualquer objetivo a ser alcançado, metas são importantes aliadas para dar um passo de cada vez ruma ao objetivo final. E tudo bem se, pra você, o processo for lento. Devagar vale, o que não vale é ficar parado. Afinal, a sustentabilidade começa na ação.

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