Fechar ícone

6 Coisas para ficar de olho nas próximas eleições

Seta Fina Esquerda ícone Seta Fina Direita ícone
6 Coisas para ficar de olho nas próximas eleições

Já parou para pensar que o seu voto pode definir o futuro do Planeta? 

Sim, já é hora de começar a falar em eleições, o momento em que os astros se alinham e o povo tem a oportunidade de escolher quem vai governar o país por pelo menos 4 anos. Mais do que nunca, em 2022 é preciso votar com consciência, estar bem informado e evitar que desastres eleitorais aconteçam.

Pra muita gente, se informar sobre política é custoso e difícil. E falando da política do Brasil, não vamos negar, coitados dos futuros professores de história. Mas mesmo quem não gosta do assunto tem seus interesses e sabe o que quer para o país, certo? As próximas eleições são um bom momento para começar a se informar.

Mais do que nunca o futuro do planeta está em pauta e muitos especialistas afirmam que esse assunto será amplamente discutido nas campanhas. Mas isso não quer dizer que os candidatos estarão preparados ou bem intencionados. Para muitos, meio ambiente é um empecilho para o desenvolvimento, e promessas vazias não faltarão.

Selecionamos 5 tópicos relacionados ao meio ambiente para você acompanhar na hora de escolher o seu candidato ou candidata: 

#1 Amazônia

A proteção da floresta promete ser decisiva na escolha do novo presidente em 2022. Segundo a pesquisa PoderData, realizada a pedido do iCS (Instituto Clima e Sociedade), 80% dos brasileiros acham que a preservação da Amazônia precisa ser prioridade para os candidatos no próximo ano. Os jovens de 16 a 24 anos são ainda mais assertivos: 90% dos entrevistados dessa faixa etária defendem que a proteção da Amazônia deve ser uma prioridade para os presidenciáveis. 

Mas e aí, como será essa proteção? Combate ao desmatamento, fim da grilagem, controle de agrotóxicos, expansão das áreas de conservação e outros tópicos precisam fazer parte da conversa. 

#2 Terras Indígenas

Segundo o relatório Violência Contra os Povos Indígenas do Brasil de 2019, do Cimi (Conselho Indigenista Missionário), das 1.298 terras indígenas no Brasil, 829 (63%) apresentam alguma pendência do Estado para finalizar seu processo de demarcação e registro como território tradicional indígena na Secretaria do Patrimônio da União (SPU).

O Presidente da República é responsável pela demarcação de terras, ou o reconhecimento dos limites dos territórios dos povos originários. Essa é a última etapa de um processo que envolve a presidência, a FUNAI, o Incra e o Ministério da Justiça. 

Além disso, é o Chefe do Executivo quem nomeia o presidente da FUNAI e os ministros da Justiça, da Saúde e da Educação. É preciso saber quem são os envolvidos, além do Presidente, para que a proteção dos povos originários não seja desmontada.

Assuntos como reconhecimento, homologação, demarcação e regularização de terras indígenas, além da proteção de comunidades quilombolas e comunidades tradicionais.

#3 Agrotóxicos

O Governo atual bateu o próprio recorde e tornou 2020 o ano com o maior número de aprovações de agrotóxico na história. São produtos que comprovadamente causam sérios danos à saúde, sendo cerca de 1/3 já proibidos na União Europeia.

A redução do uso de agrotóxicos precisa estar em pauta para 2022. Os presidenciáveis deverão apresentar seus planos pensando no desenvolvimento da agricultura familiar, acesso a alimentos orgânicos e auxílio aos pequenos produtores. 

#4 Água

Com o País passando mais uma vez por uma crise hídrica acelerada pelas mudanças climáticas, a gestão das águas é um dos principais desafios ambientais e é fundamental que seja incorporado na estratégia de desenvolvimento do país. 

Ampliar a segurança hídrica é uma ação estratégica, prioritária e urgente, além da universalização do saneamento básico. Hoje, metade da população brasileira sequer tem acesso a esgoto e metade não é tratado. 

#5 Energia

A urgência da descarbonização da matriz energética é um assunto no mundo todo. O Brasil tem um dos maiores potenciais do Planeta para explorar fontes renováveis e energia limpa, e esse é outro assunto que não pode faltar nos planos de governo. 

Fique de olho em quem citar biocombustíveis, biomassa, energia fotovoltaica (solar) e energia eólica, mas também veja se são promessas vagas. Como eles pretendem alcançar essas metas? A modernização do transporte também é outra pauta relevante nesse sentido.

Um exemplo de promessas vazias bem recente: no primeiro dia da COP 26, o Brasil anunciou que fará um ajuste na sua NDC (sigla em inglês para Contribuição Nacionalmente Determinada, envolve compromissos voluntários criados por cada país signatário do Acordo de Paris para colaborar com a meta global de redução de emissões de gases do efeito estufa.). Porém, a "nova meta" é a mesma proposta de 2015. A meta ideal deveria ser de pelo menos 80% de corte das emissões. 

#6 Lixo

Em 2010, o Plano Nacional de Resíduos Sólidos previa a extinção dos lixões em 4 anos e a necessidade de que cada um dos mais de cinco mil municípios brasileiros contasse com um Plano de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos. 

Porém, o brasileiro produz 1,52 milhão de toneladas de lixo por semana, e de cada 72,7 milhões de toneladas coletadas, cerca de 29,5 milhões são descartadas incorretamente, indo parar em aterros controlados ou lixões.

O Brasil é o quarto maior produtor de lixo plástico no mundo, mas está abaixo da média global de reciclagem plástica, que é de 9%. Quais são as propostas dos candidatos para lidar com os lixões? Como fortalecer e implementar a Política Nacional dos Resíduos Sólidos em mais segmentos? Será que alguém estará preparado o suficiente para falar sobre circularidade?

Estas são apenas algumas pautas. É importante também lembrar que os candidatos apresentam suas propostas e os documentos são públicos. O plano de governo demonstra o grau de compromisso dos candidatos, e qualquer um pode consultar para tirar suas dúvidas. 

Exerça sua cidadania! E lembre-se: seu voto pode sim definir o futuro do Planeta. 

Deixe um comentário