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5 coisas que você não sabia sobre insetos polinizadores 

5 coisas que você não sabia sobre insetos polinizadores 

Lá em 1962, Rachel Carson chamou atenção do mundo para as consequências do uso de agrotóxicos em seu livro “Primavera Silenciosa”. Hoje estamos presenciando esses impactos, com contaminação da comida, água e a morte em massa de insetos polinizadores. Pouca gente sabe, mas esses insetos são importantíssimos para a vida na terra, e hoje queremos falar um pouco mais sobre eles - já que de inseto a gente entende! ;)

As abelhas não são os únicos polinizadores. Apesar de serem as mais famosas e numerosas (no Brasil, existem aproximadamente 1,7 mil espécies de abelhas), também fazem esse super trabalho borboletas, beija-flores, morcegos e até mesmo alguns macacos. 

Os polinizadores colaboram com mais de 75% dos cultivos alimentares do planeta, entre eles café, maçã, amêndoa, tomate e cacau, além de várias outras frutas e sementes. Segundo estudos, cerca de dois terços da alimentação dos seres humanos vem de plantas polinizadas.

60% das espécies de plantas cultivadas no Brasil dependem da polinização. Essas plantas são voltadas para as áreas mais variadas, desde alimentação até o biodiesel. São 141 espécies, e dessas, 85 precisam de polinização animal para crescer. 

Os insetos polinizadores ajudam a garantir segurança alimentar. O acesso de mais pessoas a uma alimentação saudável e nutritiva só pode existir graças aos polinizadores! Eles garantem a biodiversidade dos alimentos transportando pólen por grandes distâncias, enriquecendo os cultivos naturalmente. 

Eles estão correndo grande risco. Desaparecimento e mortes em massa acontecem devido à perda de habitat, mudanças climáticas e principalmente o uso de agrotóxicos. Em apenas três meses, mais de 500 milhões de abelhas foram encontradas mortas por apicultores de quatro estados brasileiros, segundo a Agência Pública e Repórter Brasil. Grande parte dos agrotóxicos são fatais para os insetos, o que parece não fazer sentido: se eles são tão importantes para uma agricultura mais produtiva, por que usar produtos que causam a sua morte? Falamos mais sobre a questão dos agrotóxicos aqui

 

Quero salvar os insetos polinizadores! O que posso fazer? 

Pequenas ações do dia a dia podem fazer toda a diferença 💪

  • Prefira alimentos orgânicos sempre que possível.
  • Plante árvores e cultive flores - o que você conseguir no espaço que tem!
  • Deixe flores silvestres e ervas crescerem no seu jardim, é importante para os insetos e são fontes ricas de alimentação (inclusive para nós, no caso das PANC’s).
  • Construa um "hotel para abelhas": basta ter uma madeira oca com furos, bem acessível e ao mesmo tempo protegida de chuva e animais. Abelha solitárias irão se abrigar por lá.
Conheça iniciativas como a Sem Abelha, Sem Alimento e SOS Abelha Sem Ferrão para saber mais ;) Continue lendo

Conheça a história do Piñatex, nosso novo material 🍍

Conheça a história do Piñatex, nosso novo material 🍍

Você já ouviu falar no Piñatex, o “couro” produzido a partir de folhas de abacaxi? Lá em 2016 contamos nesse post aqui e começamos a namorar esse material incrível. 

O nascimento do Piñatex tem tudo a ver com os questionamentos e aprendizados da fundadora da empresa, Carmen Hijosa. Sempre inconformada, saiu de casa aos 19 anos e trabalhou duro até se tornar uma autoridade em design de peças em couro. Prestando consultoria para grandes empresas, entrou em contato com a cadeia produtiva desse material e descobriu o quão nociva é, tanto em termos sociais quanto ambientais. Decidiu que encontraria uma solução. 

Pesquisando fibras naturais, Carmen descobriu que a folha do abacaxi tem propriedades super interessantes e que é descarte da produção da fruta - são 25 milhões de toneladas de "lixo" proveniente do abacaxi todo ano. 

O Piñatex surgiu como subproduto da colheita de abacaxi, e fazer o material traz benefícios para as comunidades agrícolas: o processo industrial gera biomassa, que pode ser convertida em fertilizante para os fazendeiros. O Piñatex é vegano, biodegradável e pensado de forma circular. 

Além disso, toda a cadeia produtiva foi pensada do zero para ser justa, transparente e responsável social e ecologicamente, apoiando pequenas comunidades e cooperativas nas Filipinas - mas com planos de expansão. Não é à toa que Carmen foi premiada diversas vezes. Ela é uma mulher incrível e super indicamos assistir ao TED Talks em que conta a sua história, fala sobre consumo consciente e mudanças que vem de dentro para criar impactos positivos no mundo. 

Bom, e agora a novidade que estávamos querendo tanto te contar: a Insecta e a Piñatex se juntaram para produzir modelitos de Argia e Lampiris nesse material revolucionário! 

Voe para conhecer de pertinho, calce, leve para passear por aí. Clique aqui pra conhecer a linha!

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O seu protetor solar causa problemas ambientais?

O seu protetor solar causa problemas ambientais?

Se você usa protetor solar diariamente, esse post é pra você. Mas também é pra quem só usa na praia ou piscina (e deveria usar diariamente, viu?). Vamos te contar um pouco sobre protetores solares químicos, físicos e a importância de saber qual é qual. 


Protetores químicos

  • São os mais conhecidos e comprados. São feitos com ingredientes que penetram na sua pele, assim como os raios solares, e absorvem as radiações solares. 
  • Muitos dos ingredientes são nocivos à saúde e ao meio ambiente, tanto que no Brasil tem PL em tramitação para proibi-los.
  • E em lugares do México, Havaí e Palau eles já estão banidos.  
  • Mesmo que você more longe da praia ou não mergulhe no mar, os químicos vão parar na água pelo chuveiro quando você toma banho. Outra parte deles é absorvida pelo seu corpo. 

Os danos ambientais


Os danos à saúde

  • Oxibenzona (benzophenone-3): relacionada a distúrbios hormonais.  
  • ‍Homosalato (homosalate): desequilibra hormônios como estrogênio e progesterona.
  • Ensulizole (phenylbenzimidazole sulfonic acid): relacionada a casos de câncer.
  • 4-metilbenzilideno-cânfora (4-methylbenzylidene camphor): relacionado a distúrbios endócrinos.
  • Octinoxato (ethylhexyl methoxycinnamate): alergias e distúrbios hormonais.
  • Sim, todas essas substâncias aparecem na maioria dos protetores solares químicos.

MEODEOS, o que usar então?

Calma, que temos a resposta. Não precisa sair sem proteção! 

  • Uma boa opção é usar protetores físicos (além de evitar o sol entre as 10h e as 16h, apostar em chapéu, guarda-sol, mangas longas e tecidos inteligentes sempre que possível).
  • Esses protetores criam uma barreira física na nossa pele, que reflete a radiação solar.
  • São feitos com óxido de zinco e dióxido de titânio, muito mais suaves na pele. 

Legal! Posso fazer o meu em casa?

  • NÃO! E óleo de coco também não é proteção solar, ok?
  • Protetores solares físicos precisam industrializados, com regulamentação da Anvisa e farmacêutico responsável, como a Cristal Muniz explicou muito bem nesse super guia aqui.

Beleza, então onde encontro? 

As maravilhosas Nyle Ferrari, Esthefany Tavares, Juliana Rocha, Leila Marin e Tereza Thomé fizeram uma super análise de acordo com o banco de dados do Environmental Working Group’s (EWG), que é pesquisa substâncias químicas nocivas para a saúde e para o meio ambiente. Elas chegaram a uma lista com os melhores e piores protetores solares e você pode conferir aqui.


O bacana é que essa lista ainda conta com outras observações, como: se a marca testa em animais, se usa ingredientes de origem animal e ainda se o SAC é atencioso com o consumidor. ;)

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Qual o impacto ambiental da produção de um sapato?

Qual o impacto ambiental da produção de um sapato?
Na Green Friday apresentamos o nosso primeiro Relatório De Impacto Socioambiental, onde explicamos direitinho a nossa produção e falamos do futuro que queremos construir. Mas achamos que pra você entender ainda melhor a diferença que estamos fazendo (e ainda pretendemos fazer) é importante contar mais algumas coisas sobre a produção tradicional de calçados: 
  • As indústrias de calçados e vestuário geraram entre 5% e 10% da poluição global em 2016.
  • Produtos de couro têm o maior impacto (por conta da cadeia de extração e beneficiamento), seguidos pelos sintéticos (por conta da produção de polietileno e poliéster) e por fim dos calçados de tecido (afetam a disponibilidade de água doce, devido ao cultivo de algodão). 

Como a gente dribla isso? Focando a nossa em materiais veganos e cada vez mais em material reaproveitado. ;) 


Por aqui o que a gente faz é reutilizar tudo que for possível como enchimento de palmilha, evitando mandar para aterros. 

  • A indústria calçadista também gera resíduos industriais, como lodos de estações de tratamento de efluentes, cromo (utilizado no curtimento do couro), enxofre, cloro e outros compostos  altamente solúveis quando jogados (ilegalmente) na água. 
  • Eles afetam os organismos aquáticos e também os humanos, causando problemas de fígado, dermatites, irritações do trato respiratório e podem agir como disruptores endócrinos. 

 

Como evitar isso? Rastreabilidade. Estamos em contato com grande parte dos nossos fornecedores para ter certeza de que tudo que é feito nas fábricas é feito de maneira correta, e nossa meta é ter uma cadeia 100% rastreável. 

  • Um estudo feito na China concluiu que a maior parte das emissões de CO² vem do momento da produção nas fábricas, porque lá a matriz energética dominante é a queima de carvão. 
  • No Brasil temos uma matriz energética muito mais limpa, e quando você consome marcas locais ajuda a evitar essas emissões lá no outro lado do planeta (além das geradas no transporte). 
  • Priorizar produtos feitos em menor escala também é uma maneira de ajudar a reduzir emissões, seja lá onde for a produção. 

A indústria calçadista ainda tem muitos problemas, mas sabemos que pode melhorar, é só querer. Estamos aqui, abrindo caminhos e mostrando que é possível uma produção mais limpa e responsável, mas precisamos que todo mundo embarque nessa com a gente. Vamos?  

Ah, você ainda não viu o nosso relatório? Clique aqui pra conferir! Continue lendo

No dia mundial do veganismo a gente pergunta: carne vegetal é mesmo para veganos?

No dia mundial do veganismo a gente pergunta: carne vegetal é mesmo para veganos?

Parece carne, tem gosto de carne, às vezes até cheiro de carne… mas é feito de vegetais. No ano de 2019 vimos a “carne vegetal” tomar conta de menus e prateleiras rapidamente. É verdade, esse assunto não é novo- já falamos sobre em 2016, mas o que lá atrás parecia uma coisa distante, daquelas que “não tem no Brasil, meninas”, se tornou uma realidade e já tá rendendo polêmica.

O sucesso é grande e tá todo mundo de olho nesse mercado. Os hambúrgueres vegetais já correspondem a 30% das vendas totais (!!!) do Grupo Pão de Açúcar em São Paulo, depois de só 4 meses nas prateleiras dos supermercados. No mundo, só em 2018 as vendas das tais “carnes” chegaram a US$ 19,5 bilhões.

É muita grana envolvida, e empresas nada veganas como Nestlé, Tyson Foods, JBS e BRF querem a sua fatia. A Seara, do Grupo JBS, e o BRF, maior exportadora mundial de frango, não só lançaram os seus burgers vegetais como estão investindo em pesquisa para comercializar alternativas vegetarianas para frango e peixe.

A Marfrig, uma das líderes mundiais em abate de animais e produção de carne, chegou chutando a porta com o seu lançamento e rendeu uma discussão amigável com a Fazenda do Futuro. Redes de fast food como Burger King e McDonald’s aos poucos ganham seus lanches à base de vegetais e tudo isso divide opiniões. 

E aí, essas ~carnes~ são de fato veganas? E são para veganos? A verdade é que o principal alvo desses produtos é o público que gosta de carne. Por mais que o consumo de carne siga estável em escala mundial, não tem como negar que muitas (e muitas!) pessoas estão reduzindo ou deixando de consumir por diversos motivos. A proposta é facilitar a transição para uma alimentação com menos (ou sem) proteína animal, mostrando que não é preciso abrir mão do sabor de um hambúrguer.

Opções “veggie” estão cada vez mais abundantes, deixando de mirar em um público nichado, deixando pra trás preconceitos e ampliando o leque de adeptos. Mas é preciso ser cuidadoso ao rotular um produto como vegano. Por mais que ele seja produzido sem crueldade e sem ingredientes de origem animal, pode pertencer a uma empresa que não trabalha com esses valores - aqui o “greenwashing” vira “vegan washing”

A produção e o consumo da carne estão entre as maiores responsáveis pela crise climática. Já falamos sobre isso aqui, e não é difícil encontrar dados para entender o tamanho do problema. Isso que nem falamos do quesito crueldade.

No Brasil, para cada 1 milhão de reais obtidos com a pecuária bovina são 22 milhões de custos em prejuízos ambientais. Para fazer os hambúrgueres vegetais são necessários 96% menos terra, 87% menos água e 89% menos CO² em comparação aos de carne. Além disso, não são usados antibióticos e as toneladas de soja que são plantadas para alimentar os animais que logo serão abatidos não são mais necessárias. Mas apesar de tudo isso ainda se trata de uma comida processada. É fast food, mesmo que menos danoso à saúde e ao meio ambiente. Não podemos esquecer que a melhor maneira de ter uma vida saudável sendo vegano ou não é a “comida de verdade”

Então, se você quiser experimentar uma carne vegetal e levar os amigos carnívoros junto, vá na boa! Mas não esqueça que o caminho para uma alimentação mais saudável para todos é a valorização da produção local, agroecológica, orgânica e justa. Aqui nós falamos um pouco sobre soberania alimentar e super indicamos a leitura se você quer começar a se inteirar sobre esses assuntos. 

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8 ideias para ensinar sustentabilidade para as crianças

8 ideias para ensinar sustentabilidade para as crianças

Ensinar sustentabilidade para as crianças é, a cada dia que passa, mais importante. Afinal, o planeta que nós e as gerações anteriores deixaremos para elas está passando por uma crise climática que pede por ações imediatas. 

A Educação Ambiental nas escolas é prevista por lei, mas como “adultos responsáveis” que somos, não devemos deixar apenas para a escola, achando que está tudo ensinado e resolvido. Precisamos dar exemplos e mostrar como viver de um jeito mais verde no dia a dia. Pra ajudar, separamos 8 dicas pra começar a fazer em casa hoje mesmo! 

#1 Separando o lixo 

É importante explicar para elas como a maioria das embalagens, sacolinhas e itens descartáveis serão usadas por pouco tempo e depois irão para uma montanha de lixo. Explique como muitas vezes esse lixo pode ir parar no mar e machucar os animais. Ensine a separar o lixo seco do orgânico, explique a diferença entre cada um e a importância da reciclagem. Transforme tudo num jogo para ficar mais leve e divertido.

#2 Compostagem 

Com certeza as crianças vão adorar participar da compostagem quando souberem do trabalho das minhocas nesse sistema! Vocês podem construir juntos a composteira e elas podem ajudar a separar o que vai para a compostagem. Quando o ciclo chegar ao fim e você mostrar que tudo aquilo ainda vira adubo e fertilizante para as plantinhas de casa, elas vão conseguir visualizar e entender o ciclo da reciclagem orgânica.  

#3 Cuidado com a água  

Você pode explicar que é importante preservar esse recurso, mas na prática, transformar em um jogo para ver quem gasta menos água cronometrando os banhos é uma maneira de cristalizar o hábito. Fechar a torneira ao escovar os dentes ou usar um copo meio cheio é uma boa. Enquanto a água esquenta para o banho, colete com um balde e depois mostre que essa mesma água será usada para regar plantas, na descarga ou na limpeza da casa. 

#4 Compartilhamento 

Vale para brinquedos, eletrônicos e até na hora da televisão ou computador em casa. E nas roupas, nem se fala! Crianças crescem rápido e passar adiante o que não serve mais, assim como pegar do irmão ou primo mais velho uma peça usada é bacana para evitar o consumo exagerado e mostrar como uma coisa que não serve mais para um pode ser importante para outro. É nesse momento que você pode ensinar a cuidar bem das coisas para preservar, durar mais, e poder compartilhar. 

#5 Faça você mesmo 

Fazer coisas é uma baita lição de autonomia, além de mostrar que não há necessidade de consumir tanto. Criar brinquedos com materiais reutilizados estimula a imaginação: mostre como podem recortar e montar brinquedos com papelão, como o besourinho na caixa do nosso oxford infantil,  ou ainda customizar as suas coisas, como a mochilinha que acompanha o sapato.

#6 Energia 

As crianças podem ser aliadas na patrulha do consumo de energia. Transforme em um jogo: peça para que verifiquem tomadas e luzes acesas, desplugando aparelhos que não estão sendo usados e apagando as luzes onde não tem ninguém. 

 #7 Plantinhas

Faça uma horta em casa com a ajuda das crianças. Acompanhar algo que foi plantado crescer e se desenvolver é uma baita experiência, ainda mais se no fim de tudo for um temperinho que vai para o prato! Mostre como regar com água reaproveitada e use o adubo e o chorume da composteira. Desse jeito, fica mais claro como tudo está interligado e como tudo fica melhor quando rola essa troca e cuidado. 

 #8 Ao ar livre 

As crianças precisam do contato real com a natureza para entender na prática a sua importância. Promova piqueniques em família e peça ajuda para embalar os lanches e, no fim do dia, se certificar que nenhum lixo foi deixado para trás. Se você tem uma área aberta, faça uma “sessão de cinema” ao ar livre ou crie um acampamento divertido. Convide para uma caminhada na praia onde vocês vão recolher lixo (peça para que elas mostrem e você recolhe, evitando contato com materiais perigosos), vendo na prática como todos podem ajudar. 

Acima de tudo, o importante é que seja leve, divertido, sem pressões. O assunto é importante, mas as crianças precisam de um ambiente tranquilo para absorverem isso tudo naturalmente. ;)  Conta pra gente, o que mais você faz para ensinar as crianças a viver uma vida mais verde?

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Você pode estar jogando dinheiro fora

Você pode estar jogando dinheiro fora

Calma, não entre em pânico. O que queremos dizer é que na maioria das vezes, o que é chamado de “lixo” na verdade tem um baita valor econômico. Então é bem possível que você já tenha jogado, de uma forma ou outra, dinheiro no lixo. 

Isso acontece porque muito do que vira descarte pode ser matéria-prima para produzir algo novo. Essa é a base da Economia Circular, que já falamos por aqui, e parte do princípio contrário à linha reta de extração, produção e descarte que é como se trabalha atualmente. Na economia circular nada é desperdiçado – ou volta para a natureza para ser transformado em energia, ou o material volta para o ciclo de produção.  

Parece mágico, mas ainda é um sonho. Pra mudar o sistema, é preciso que as pessoas entendam que o “lixo” tem valor: "o resíduo tem um valor ambiental, mas também um valor econômico.

Para garantir que esse material volte para a cadeia produtiva, temos que fazer com que ele seja interessante nesse sentido", palavras do Luís Fernando Barreto, promotor de Justiça e presidente da Abrampa, durante o Fórum Economia Limpa, que rolou em São Paulo.  

E pra entender esse valor, é importante a gente saber o que é resíduo, rejeito, reciclável e orgânico.

  • Os resíduos secos são aqueles que podem ser reutilizados (ou reciclados).
  • Os resíduos orgânicos são sobras de comida, cascas, folhas secas e podas. Esses materiais são reciclados através da compostagem.
  • O rejeito é o que não pode ser reutilizado nem reciclado.

Num mundo ideal, tudo isso seria separado de forma correta, cada um seguindo o seu caminho e o volume de resíduos nos aterros seria drasticamente reduzido.  Durante a Semana do Meio Ambiente rolou um bate-papo incrível - Lixo: alternativas individuais, solução coletiva.  

Nessa conversa o papel e a importância do trabalho dos catadores foi abordado e muito bem explicado pelo Eduardo, que é catador e fundador da primeira cooperativa de catadores do Brasil, a Coopamare.   Atualmente no Brasil quem dá conta da maioria dos recicláveis são os catadores. Segundo o Movimento dos Catadores de Materiais Recicláveis (MNCR), existem de 800 mil a 1 milhão de catadores em atividade, e como explicado por Eduardo, eles fazem “de graça” o serviço de coleta seletiva que a prefeitura deveria fazer - são eles que coletam cerca de 90% do que é reciclado no Brasil.

Além do alto gasto do orçamento das prefeituras para a destinação dos resíduos (e esse dinheiro é seu!), também tem o alto gasto com desperdício - estima-se que cerca de R$120 bi em resíduos sólidos que poderiam ser matéria-prima não são valorizados no Brasil. Também é estimado que cerca de 80% de todos os resíduos sólidos urbanos poderiam ser reciclados, mas só 13% chegam lá. Ou seja, dinheiro jogado no lixo.

Enquanto isso, algumas “soluções” preguiçosas andam surgindo, como a ideia de incinerar resíduos para “acabar com os lixões”. Como foi colocado no bate-papo por Elisabeth Grimberg, sócia-fundadora do Instituto Pólis, esse é um atalho para não precisar fazer a separação e encaminhamento corretos, além de simplesmente queimar material reciclável. É muito diferente do caso da biodigestão, um método de reciclagem a partir de compostos orgânicos que gera energia limpa. Essa sim é uma forma de produção de energia sustentável, obtida da reciclagem do lixo orgânico.   

Acabar com os lixões é um trabalho muito mais profundo de investimento em coleta adequada nas cidades e conscientização da população e das empresas. É importante que os governos garantam legislações que forcem as empresas e os cidadãos a se responsabilizarem por seus produtos, porque não dá pra esperar só pela boa vontade sem apostar em educação ambiental e incentivos palpáveis. No Brasil, a Política Nacional de Resíduos Sólidos é um bom começo, mas ainda está longe de ser uma solução mágica.   

Se depois de tudo isso você tá querendo fazer a sua parte mas não sabe por onde começar, a dica é se informar sobre a situação da reciclagem na sua cidade. Aqui você pode pesquisar o descarte adequado de resíduos onde você mora.

Pelo app Cataki você consegue encontrar catadores perto de você para encaminhar seus recicláveis de uma forma muito bacana. Além disso, a LOGA tem um material super bacana explicando como embrulhar corretamente materiais perigosos antes de encaminhar, para proteger quem fará a coleta:  

 

Bora começar a cuidar melhor do que você descarta? ;) 

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35 milhões de brasileiros não têm água potável

35 milhões de brasileiros não têm água potável

Se você abre a torneira e a água corre imediatamente, transparente, abundante, e sabe que vai estar lá quando você quiser, não tenha dúvida: você faz parte de uma parcela privilegiada da população.


Sabia que 35 milhões de brasileiros não têm acesso a água potável? 

Esse número apavorante é do Ranking do Saneamento Básico – 100 Maiores Cidades – 2018, do Instituto Trata Brasil, com dados Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS).  

E não para por aí: quase metade da população (48%) não tem esgotos sequer coletados, o mínimo do saneamento básico. Mesmo com microplástico, veneno e tudo, quem tem acesso ilimitado a água está incrivelmente melhor do que a maioria.   

Quando a gente tem água em abundância no dia a dia, acaba esquecendo da sua importância. Faz um tempo rolou uma polêmica no nosso Instagram: trouxemos o dado de que lavar louça na máquina reduz o gasto de água em relação a lavar à mão. Surgiram vários questionamentos mega importantes - nem todo mundo pode ter máquina, o gasto de energia, as peças plásticas, o lixo eletrônico e a logística reversa dos fabricantes, entre outros. E tá todo mundo mais do que certo, viu?

Mas também vieram muitas dicas e ideias para gastar menos água nesse momento cotidiano que às vezes a gente faz no piloto automático.

A @juschagas lembrou que a gente pode usar uma bacia para coletar a água da torneira, ensaboar a louça, enxaguar na bacia e dar uma última passada com água limpa, também na bacia.

Aproveitamos pra trazer outras dicas pra você gastar menos água no dia a dia sem esforço:  

  • Feche a torneira enquanto ensaboa as mãos, escova os dentes, faz a barba, etc…
  • Ao enxaguar a louça, faça em grupos, e não peça por peça. 
  • Tome banhos mais curtos, pulando o momento de contemplação dos mistérios do universo (você pode pensar na vida enquanto se seca).
  • Varra a calçada ou o pátio ao invés de usar mangueira. Se for preciso, use um balde com água reaproveitada. 
  • Conserte vazamentos para não gastar água que você nem chega a usar.
  • Lave frutas e verduras em uma bacia com bicarbonato de sódio.
  • Use pouco detergente em qualquer situação.
  • Recolha a água da chuva para regar as plantas ou lavar o quintal.
  • Reaproveite a água do cozimento dos alimentos.
  • Enquanto a água do chuveiro esquenta, deixe um balde no box. Use essa água para a descarga, lavar o pátio, regar plantas (quando esfriar, claro), lavar o chão… 
  • Repense o consumo de carne e derivados de animais (pensou que a gente não ia lembrar disso?).

É bom lembrar que nós, meros mortais, não chegamos nem perto do gasto de água de uma indústria, da produção de uma calça jeans ou dele mesmo, o agronegócio. Tem até aquela piada: “não esquece de fechar a torneira pra economizar água pro agronegócio gastar.”

Mas nessas pequenas ironias a gente vê uma certa derrota, um “se não conseguir salvar o mundo, não vou fazer mais nada”.

Só que não podemos nunca desistir, e a mensagem que deve ficar é, além das pequenas ações individuais, procurar por soluções coletivas.

Em muitas cidades do Brasil já existe o IPTU verde, que dá descontos para imóveis residenciais, comerciais, mistos, institucionais e industriais que adotem estratégias ecológicas. O valor do desconto vai de 5% até a isenção total do imposto, dependendo da cidade.

As construções podem usar medidas como captação da água da chuva para reuso, painéis fotovoltaicos, separação dos resíduos e encaminhamento para reciclagem, plantio de árvores nativas, entre várias outras pequenas mudanças que são boas pra todo mundo. Você pode usar o temido momento da reunião de condomínio para sugerir a implementação de práticas sustentáveis no seu prédio, vila, condomínio, ou onde você morar, e ajudar a correr atrás desse isenção, que é bacana pro seu bolso e pro planeta.

E se na sua cidade não tiver IPTU verde ou afins, não desista. Cobre da prefeitura, se reúna com vizinhos e amigos e faça o melhor que pode.   

Indo além do IPTU, exigir ações efetivas dos governantes (mesmo que às vezes pareça que estamos falando sozinhos) é o que devemos fazer para que mais pessoas tenham acesso a água e condições dignas de vida.

Não deixe de se informar e saber o que está acontecendo na sua cidade, participe de protestos, se articule, mesmo que pela internet.  

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O que está acontecendo na Amazônia e o que você pode fazer a respeito

O que está acontecendo na Amazônia e o que você pode fazer a respeito

Mesmo que você tenha passado as últimas semanas na lua, não tem como não ter ficado sabendo do que aconteceu no Brasil - até a NASA estava de olho nas queimadas nas regiões Norte e Centro-Oeste, atingindo com tudo a floresta Amazônica. 

Vamos começar pelo básico: a Floresta Amazônica ocupa 40% do território brasileiro, além de partes de países vizinhos. Essa região mágica tem mais de 30 mil espécies de plantas, 1,8 mil de peixes, 1,3 mil de aves, 311 de mamíferos e 163 de anfíbios. Isso é 30% das espécies do planeta inteiro. 

Lá ocorrem os famosos “rios voadores”, massas imensas de vapor que levam umidade para o Centro-Oeste, Sudeste e Sul do Brasil, além de influenciar no clima da América do Sul. Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia, uma árvore com copa de 10 metros de diâmetro manda mais de 300 litros de vapor por dia para a atmosfera.

Floresta Amazônica produz água que irriga plantações, enche rios e leva chuva para praticamente todo país. Além disso, junto com outras florestas tropicais, armazena até 140 bilhões de toneladas métricas de carbono, o que é decisivo para a regulação do clima do planeta. 

O que está acontecendo na Amazônia?   

As queimadas aumentaram 82% em relação ao ano passado no Brasil, de acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Os estados mais atingidos são Mato Grosso, Pará, Amazonas, Tocantins e Rondônia, todos com áreas de Floresta Amazônica. Muitos levantaram a hipótese de queimadas naturais devido ao tempo seco, porém, há mais umidade na Amazônia do que nos últimos 3 anos, como explicou a diretora de Ciência do IPAM, Ane Alencar: “Não há fogo natural na Amazônia. O que há são pessoas que praticam queimadas, que podem piorar e virar incêndios na temporada de seca”.

O gerente do Programa Amazônia do WWF Brasil, Ricardo Mello, confirma que não há queimadas naturais na Amazônia como no cerrado, atingido pelo calor e tempo seco.  

Por que isso está acontecendo?   

Você já sabe, porque leu aqui, que a Amazônia está virando pasto. As queimadas que estão ocorrendo são principalmente fruto do preparo da terra para  criação de gado ou para plantar soja e milho - que viram ração de gado. 

A Amazônia está correndo sérios riscos de chegar a um ponto irreversível. Sem o poder dessa floresta, manter o aquecimento global abaixo de 2 graus é quase impossível, já que ela devastada se tornaria um produtor de carbono. 

O mundo está acompanhando em pânico o que acontece aqui. O governo norueguês viu que o Brasil não está se mexendo para evitar o desmatamento e por isso deixou de mandar R$130 milhões para o Fundo Amazônia.

A Alemanha também anunciou que não enviaria R$155 milhões a projetos de preservação na Amazônia. Na internet, logo subiram a hashtag #PrayForAmazonia, mas felizmente houve uma mobilização que a substituiu por #ACTForAmazonia, mostrando para as pessoas que nesse caso agir é decisivo e totalmente possível.  

Na sexta-feira, 23 de agosto, o movimento Extinction Rebellion convocou protestos nas embaixadas brasileiras de todos os países, além de vários outros movimentos internacionais que incentivam as pessoas a contatarem seus representantes e pressionarem para não fazer negócios com o presidente do Brasil.

Aqui, o movimento #AmazôniaNaRua organizou manifestações em várias cidades durante os dias 23, 24 e 25 de Agosto. O povo foi às ruas para manifestar a sua indignação com as políticas ambientais do atual governo e já se articula para o dia 20/09, quando acontecerá uma greve global pelo clima.   

E agora, como agir?   

Pegamos emprestado do Menos 1 Lixo essa lista com 8 coisas que você pode fazer para ajudar a causa Amazônica, que vai direto ao ponto e é totalmente possível. Bora:   

  1. Doe para organizações que trabalham diariamente pela preservação da floresta.
  2. Pare (se não, reduza drasticamente) de comer carne vermelha.
  3. Pressione por boicote internacional.
  4. Organize protestos, vá a protestos, divulgue protestos.
  5. Apoie e pesquise sobre causas ribeirinhas, indígenas e quilombolas.
  6. Apoie ativistas e negócios de impacto socioambiental.
  7. Se informe, pesquise, estude e leia jornais para se manter embasado.
  8. Cobre manifestação de pessoas que são formadoras de opinião.
Não fique indiferente. O problema é nosso!  Só será possível evitar um colapso global se todos agirem. Ainda temos tempo, mas ele é curto e precioso. Vamos juntos? Continue lendo

7 tipos de poluição e como evitá-las (parte 2)

7 tipos de poluição e como evitá-las (parte 2)

Nesse post aqui começamos uma conversa sobre poluição. Falamos sobre água, terra, ar e as maneiras mais “comuns” de poluir, além de trazer (como sempre!) dicas para reduzir as suas emissões em cada quesito.

Mas o assunto é longo, então trouxemos algumas formas de poluição menos faladas, mas não menos importantes. Vem com a gente:   

Poluição luminosa

Pense em grandes centros urbanos onde a vida não para. É luz acesa 24h por dia. Apesar de tornar as cidades mais seguras, essa iluminação sem intervalo afeta a nossa saúde, sem contar a dos animais. Pássaros ficam confusos sobre quando é dia ou noite, insetos perdem a noção de quem são, onde estão, para onde vão. E já pensou no quanto de energia se gasta deixando as luzes acesas o tempo todo?

O que fazer?  

É difícil você ter controle sobre a iluminação pública, ainda mais quando ela é um importante fator de desenvolvimento e segurança. Mas você pode reduzir as luzes na sua casa sempre que possível, desligar aparelhos eletrônicos em geral quando não estiver ou quando for dormir.   

Poluição sonora

Se você mora em uma cidade grande ou perto de zonas industriais essa já deve ser sua velha conhecida. Trânsito, máquinas, som alto, obras tudo isso comprovadamente aumenta o estresse, provoca problemas auditivos e dificulta muito a comunicação entre animais silvestres. 

O que fazer? 

Substituir o carro pela bicicleta, andar de transporte coletivo ou a pé. Esse é um tipo de poluição que precisa de soluções coletivas, como a pressão nos órgãos públicos para que haja regulamentação, além do cultivo de parques e áreas verdes para atuarem como refúgios.   

Poluição visual  

Pense em período de eleição. É isso. Essa poluição é um problema com a cara da urbanização. Propagandas, cartazes, fios elétricos, lixo, torres de telefone, placas...  

O que fazer? 

Pressão nos órgãos públicos para que haja regulamentação, além do cultivo de parques e áreas verdes para atuarem como refúgios. Na sua casa, um ambiente cheio de verde pode ajudar muito a relaxar a sua vista com estímulos naturais 🌿  

Poluição nuclear

Já viu o seriado? É tipo mais perigoso de poluição e não tem como descontaminar. Mas não é gerada só por acidentes de grandes dimensões como Chernobyl. Lixo hospitalar, resíduos de centros de pesquisas, laboratórios e até alguns produtos como inseticidas podem gerar essa contaminação. 

O que fazer? 

Se você tem contato com ambiente hospitalar, deve tomar todos os cuidados para descartar corretamente tudo que for envolvido com radiação. Fique de olho nas políticas de resíduos do hospital ou laboratório para que façam o tratamento correto. Denuncie se souber de algo irregular.   

Poluição térmica

Indústrias e usinas de energia usam água para resfriar máquinas, e essa água é devolvida ao curso com uma temperatura muito maior. Peixes e todo o ecossistema aquático podem ser afetados severamente. O desmatamento também pode causar esse aquecimento. Ao retirar árvores e plantas de margens de lagos e rios, a água fica mais exposta ao sol e absorve mais calor, mudando a dinâmica da vida que há por ali.    

O que fazer? 

Nesses casos é bem provável que você não consiga trazer ações práticas e diretas. Mas sempre vale fiscalizar como cidadão. Ficar de olho nas empresas perto da sua casa e nas que produzem o que você consome. Estar por dentro do que acontece é uma forma de saber quando você pode agir e denunciar irregularidades para órgãos competentes.

Poluição sonora aquática

Momento que você vai ler e pensar “ata”. Mas existe. Transporte marítimo, barcos, jet-skis, além de pesquisas sísmicas causam um baita ruído lá embaixo, e isso atrapalha - e muito! - a comunicação e a orientação dos animais.

Poluição espacial

Quando o cerumano literalmente vai longe demais. Sabia que quando o homem foi à lua deixou lixo por lá? Além disso, há toneladas de satélites desativados, pedaços de latarias e outros cacarecos orbitando em torno da Terra.  Além de ser uma montanha de lixo flutuante, ainda tem o perigo de cair lá de cima, se chocar com outras coisas em órbita e gerar muitos problemas.   

 

A conversa foi looonga, mas acreditamos que pra saber como agir, é sempre importante saber o que está acontecendo. Se além de separar o lixo, economizar água, apagar as luzes e andar de bicicleta você ainda quer fazer mais, lembre-se que sempre pode denunciar comportamentos inadequados para os órgãos da sua cidade. Ao se deparar com pessoas, comércios ou indústrias cometendo crimes ambientais, denuncie!

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